quinta-feira, 31 de março de 2011

Reformulação da IN 15 - Sugestões dadas ao IBAMA.

No dia 24/03, em Brasília, reunidos com o setor técnico do IBAMA, nos foi apresentada a minuta da nova IN15. Após conhecê-la, vimos que vários itens já haviam melhorado por conta de inúmeros pedidos feitos e reconhecimento do órgão público da total insatisfação popular, manifestada de norte a sul, em nosso país.

Mesmo assim, sugerimos as seguintes modificações: no capítulo que diz o n° de espécies a serem criadas pelos comerciais e amadores, vimos que havia melhorado de 9, no comercial, para 20 e de 12, no amador, para 59. Porém, pedimos aos técnicos para não reduzirem de 59 para 20 espécies no momento em que o amador migrar para o comercial, pois, derepente, ele vem reproduzindo algumas espécies que poderiam não estar entre as 20, gerando, assim, uma insatisfação em não poder reproduzir o que ele mais admira.

No artigo que orienta como serão feitas as anilhas, para que a integridade das mesmas seja preservada, sugerimos que sejam feitas de aço, compromisso assumido pelo Ninho dos Colibris junto ao IBAMA para sua próxima fabricação de anilhas. Pedimos, também, que seja obrigatório estar escrito por fora, o diâmetro interno da anilha.

No artigo 51-2° referente a multa aplicada ao criador, sobre todos os pássaros, quando apenas um está errado, vimos que o assunto precisa ser tratado em outros setores.

Quando vimos que o amador só poderá pedir 15 anilhas por ano e ter no máximo 30 pássaros, escutamos da equipe técnica que 80% dos amadores possuem menos de 30 pássaros e que não se interessam por reprodução. Esta iniciativa veio, para que os 20% dos amadoristas, que gostam de possuir centenas de pássaros e reproduzir dezenas de filhotes, migrem para o comercial, onde livremente poderão possuir e reproduzir o n° de pássaros que desejarem, vendendo seus filhotes com nota fiscal para passarinheiro ou não passarinheiro. Vendo que dificilmente este artigo vai ser mudado, pedimos que, então, seja facilitada a mudança de categoria, pois na NOVA IN, no artigo 15, o interessado terá que solicitar as 3 autorizações: prévia (AP), instalação (AI) e de funcionamento (AF), que, na prática, é uma verdadeira maratona que poucos até hoje conseguiram realizar. Pedimos que esse artigo seja igual a IN 15 de dezembro, que pedia apenas a autorização de funcionamento (AF).

Continuaremos mostrando ao IBAMA que, passarinheiro não é bandido e nem destruidor da fauna e sim um forte aliado no combate ao tráfico e preservação de nossas espécies. Sempre falamos para o IBAMA que, se um dia tivermos vários Criadores comerciais em cada cidade deste país, além de empregos diretos e indiretos, aumento de arrecadação para os cofres públicos e não extinção das espécies, ninguém venderá mais um pássaro retirado da natureza.

Agradecemos ao Deputado Junji Abe, que tão nobremente abraçou nossa causa. Visite seu site: www.junjiabe.com e conheça mais sobre seu trabalho.

A equipe de amigos que nos acompanhou:

José Selmi- Criador Comercial (SP)
Adalberto Júnior- Criador Amadorista (DF)
Clóvis Pereira- Criador Amadorista (DF)
Octávio Lisboa- Médico Veterinário (RJ)
Cristina Mel- Cantora Gospel (meu Rouxinol n°1)

Em tempo, afirmamos que defendemos todos os que amam e reproduzem pássaros, seja amador ou comercial e que não participamos e aprovamos qualquer movimento de discórdia entre nossos criadores, associações, federações e confederações, pois nosso objetivo, não é criar caso e sim criar passarinho.

Isaías Costa
Fonte: www.passarinheiros.blogspot.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Informação aos passarinheiros - Instrução Normativa para Pássaros Exóticos e Republicação da Instrução Normativa 15/2010.



IN 15 COM MUDANÇAS SAI NO DIA 6 ABRIL PRÓXIMO.

INFORMAÇÃO AOS PASSARINHEIROS: 

O Ibama confirmou nesta terça-feira, 29/3, que a Instrução Normativa para Pássaros Exóticos será publicada nesta quarta-feira dia 30 março e, na próxima quarta-feira  dia 06 abril, será feita a republicação da IN 15 para Pássaros Silvestres com os ajustes solicitados pelo setor. A informação foi repassada pelo coordenador de Gestão do Uso de Espécies de Fauna do Ibama em Brasília, Vitor Hugo Cantarelli, ao Deputado Federal Valdir Colatto, membro da bancada Eco-Passarinheira no Congresso Nacional. 

Fonte: Gabinete Deputado Federal Valdir Colatto
Escritório Santa Catarina(49) 3328 1516

sexta-feira, 25 de março de 2011

Boa notícia aos criadores de pássaros - IN 15/2010 - Ibama vai rever proibição.

Deputado Federal Junji Abe
A pedido de Junji, presidente do Ibama forma grupo para revisar norma que impede criação da maioria das espécies de pássaros, trazendo prejuízos ambientais e sócio-econômicos.
Um grupo de trabalho formado por representantes dos criadores de pássaros e por técnicos do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis revisará a norma que trata da lista de espécies liberadas para reprodução fora do habitat natural (ex-situ). A determinação partiu do presidente da instituição, Curt Trennepohl, depois de ouvir as explicações do deputado federal Junji Abe (DEM-SP) sobre os prejuízos ambientais e sócio-econômicos decorrentes da IN-15 – Instrução Normativa Número 15, que reduziu de quase uma centena para menos de dez o número de castas permitidas para criação.

Acompanhado por representantes da classe, Junji mostrou ao presidente do Ibama que a medida desencadeara uma sucessão de estragos. “De cara, desarticula os esforços para preservação da fauna nativa e combate ao tráfico de animais silvestres”, disparou, esclarecendo que a multiplicação dos pássaros feita pelos criadores diminui a retirada da natureza e desestimula o comércio ilegal. 

Ao mesmo tempo, prosseguiu o parlamentar, a IN-15 golpeou todos os segmentos da cadeia produtiva, provocando desemprego e perda de receita haja vista que as restrições comprometem a sustentabilidade econômica da atividade. “Os criadouros comerciais, assim como as demais empresas ligadas ao setor, recolhem impostos”, completou. O deputado observou que a limitação imposta pela norma afeta até o turismo ecológico que é a base da economia de muitos municípios brasileiros.

Não bastasse, enfatizou Junji, as pesquisas sobre melhoramento genético e manejo serão sacrificadas porque dependem da grande reprodução de espécies. Se for mantida, a IN-15 comprometerá outro importante trabalho de preservação ambiental, como alertou o dono do Criadouro Ninho dos Colibris, Isaias da Silva Costa Filho. Trata-se da acolhida aos pássaros que não podem ser devolvidos à natureza por estarem mutilados. Estas aves são enviadas aos criatórios comerciais pelo próprio Ibama, por meio do Cetas – Centro de Triagem. 

De acordo com Junji, o presidente do Ibama, empossado no cargo em janeiro último, quis saber dos criadores o que teria levado os técnicos a optarem pela redução do número de espécies nativas autorizadas para reprodução. Segundo integrantes do grupo que acompanhava o deputado, a medida poderia ter sido motivada pela falta de estrutura funcional do órgão para fiscalizar um plantel tão grande. “Ao invés de usar carrapaticida para salvar o gado, mata-se o gado para combater os carrapatos”, criticou o parlamentar.

Acolhendo pedido do deputado, Trennepohl agendou para a próxima semana uma reunião entre os representantes dos criadores com técnicos do Ibama, que trabalham na edição de uma instrução normativa para substituir a IN-15. “Sabemos que planejam uma nova medida com menos restrições, mas que não resolverá os problemas”, informou Junji, justificando a urgência do encontro entre a equipe técnica do Instituto e o grupo, a fim de que os criadores possam “expor e defender seus legítimos argumentos visando a reformulação da norma”.

“O presidente foi sensível aos problemas apresentados e extremamente atencioso. Ele nos assegurou que, se tudo correr bem, determinará a suspensão da IN-15 e a edição de uma medida aos moldes do que existia antes”, observou Junji, acrescentando que Trennepohl foi muito franco em dizer que não é técnico no assunto. Daí, a necessidade de debater o tema com a equipe técnica do Ibama.

O grupo de trabalho proposto por Trennepohl envolverá técnicos do Ibama, representantes de criadores – comerciais e amadoristas – e também da Cobrap – Confederação Brasileira dos Criadores de Pássaros Nativos, que reúne participantes de torneios profissionais e tem reivindicações semelhantes na remodelação da IN-15.

Além de Costa Filho e da esposa, a cantora Maria Cristina Mel de Almeida, o grupo levado por Junji para a reunião com o presidente do Ibama, nesta quarta-feira (23/03/11), incluiu os criadores amadoristas Adalberto Cléber Valadão e Clóvis Pereira Neves, o médico veterinário especializado em aves e animais silvestres, Octávio Andrade Lisboa, e o criador comercial e dono da Rações Nutrópica, José Eurico Selmi.

O problema - Publicada em 23 de dezembro último, a IN-15 surpreendeu os criadores amadoristas e comerciais com as restrições impostas. Primeiro, porque contraria o entendimento da comunidade científica mundial de que a reprodução ex-situ é a única maneira segura de evitar a extinção de espécies, além de afrontar as diretrizes da Agenda 21 que defende o manejo da fauna e flora silvestre, com estímulo à criação e cultivo de espécies animais e vegetais para aumentar a receita e a oferta e empregos, produzindo benefícios econômicos e sociais sem efeitos ecológicos daninhos. Segundo, porque a determinação arremessou para a ilegalidade todos os criadores autorizados pelo próprio Ibama para atuar com número bem maior de espécies.

Foi o caso de Isaias da Silva Costa Filho, dono do Ninho dos Colibris, que reúne cerca de 900 pássaros de mais de 72 espécies, muitas delas em extinção. Ele detém a maior autorização de criação concedida pelo Ibama e foi o primeiro a pedir ajuda ao deputado federal Junji Abe para tentar resolver o problema.

Segundo o parlamentar, a categoria reúne “pessoas dedicadas que vêm se esforçando pela preservação e perpetuação de todas as espécies da fauna brasileira”. Junji orientou o grupo a constituir uma associação ou cooperativa que represente o setor. “Sem uma entidade representativa oficial, vocês serão sempre vozes isoladas e, na prática, não terão poder efetivo de mobilização para defender seus interesses junto ao Poder Público e à própria sociedade”, alertou o parlamentar, tendo sua sugestão imediatamente acolhida. 

Mel Tominaga
Jornalista – MTB 21.286

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fêmeas novas chocando - Vícios e defeitos - Dicas e soluções.

1 - A Fêmea bota fora do ninho: É comum em fêmeas novas na primeira criação e pode ocorrer com fêmeas mais velhas, mas é raro. Procedimento adequado: forrar o fundo da gaiola com papel para evitar a quebra dos ovos. Assim que a fêmea  botar o ovo, retirar com cuidado para não quebrar, colocando-o num recipiente com farinha de mandioca. A seguir colocar um ovo artificial dentro do ninho. Possivelmente, ela irá para o ninho chocar, sendo  provável que o segundo ovo seja botado no ninho. Se tal não ocorrer tomar todos os cuidados iniciais.
Caso a fêmea aceite chocar o ovo artificial, retira-se o mesmo e coloca o que ficou na farinha de mandioca. Observe que os ovos armazenados na farinha, não poderão exceder de 05 dias.
Uma prática eficaz é colocar os ovos que a fêmea botou fora do ninho para uma outra fêmea chocar, ou ainda, usar uma chocadeira apropriada.

2 - A fêmea abandona o choco ou não alimenta os filhotes: Fato comum, principalmente com fêmeas novas, de primeira cria. Nem tudo está perdido. Ovos podem ser migrados para outras fêmeas ou incubados artificialmente.
Filhotes podem facilmente receber alimentação manualmente.
O abandono dos ovos pode acontecer por  transferência de residência; por exemplo: de um criador que muda para outra cidade, ou mesmo de uma casa para outra, que teve que transportar seus pássaros em meio a estação reprodutiva. Os ovos estariam certamente perdidos. São raros os casos em que a incubação artificial é a única solução (ainda bem). Em sua maioria, os ovos abandonados são transferidos para outras fêmeas.
A maior dificuldade, para os casos de incubação artificial, para um grande índice de sobrevivência, está na manutenção da temperatura e da umidade relativa estáveis, em um nível excelente, principalmente durante os primeiros 15 dias de vida.  Estão disponíveis, no mercado, várias soluções profissionais para a manutenção de filhotes de pássaros sem os pais. A higiene é fundamental. A cada refeição são removidas as fezes dos ninhos. As refeições devem ser ministradas em intervalos pela observação do volume do papo do filhote. Esvaziou... ta na hora de alimentar. A papa deve ser depositada sobre a língua do filhote e após o início da formação do bico. O filhote deve abrir o bico espontaneamente. Nunca deve ser forçado. Na segunda ou terceira refeição já estão espertos, facilitando o trabalho com a seringa. A quantidade é sempre pequena. Uma gotinha de cada vez. Se o filhote sacudir a cabeça, tentando livrar-se da papinha será por essa ter sido depositada em local inadequado ou em quantidade excedente.
Não podem ficar restos de papinha no bico, corpo do filhote ou no ninho. É fungo na certa. O papo não deve ficar demasiadamente cheio. Os filhotes são gulosos e mesmo alimentados ficam pedindo mais e mais comida.  É necessário limpar o bico dos filhotes após cada refeição. Os filhotes criados sem a mãe, apresentam um pouco mais de dificuldade para se adaptarem com a dieta comum. Certamente pela falta do seu exemplo.


A alimentação manual dos filhotes, também pode ser implementada em apoio a alimentação dada pelos pais, com grande sucesso para o desenvolvimento dos filhotes. Nesse caso, devem ser fornecidas apenas algumas porções aos ninhegos, sem nunca completar os seus papos, para que continuem com apetite e pedindo comida aos pais. Se forem saciados plenamente, a fêmea pode perder o estímulo e parar de alimentá-los.

3 - A fêmea bica o ovo:  Se a fêmea bicar o ovo após botar, elimine-a do plantel de reprodutoras, pois pode ser canibalismo ou um sério problema nutricional que só um veterinário especializado em pássaros pode diagnosticar.

4 - A fêmea bica os filhotes: – Deve ser observada cada fêmea, após o nascimento dos filhotes.
 Se alguma começar a bicar o filhote, após o quinto dia de nascido, colocar uma tela protetora sobre o ninho de forma que ela possa continuar a alimentar o filhote sem acesso direto ao mesmo.
Fonte: www.sitiodocurio.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

Audiência com Presidente do IBAMA - Notícias sobre IN-15/2010.

Bancada Eco Passarinheiro participa de audiência com o presidente do IBAMA.
A Bancada Eco Passarinheiro esteve reunida na tarde desta terça-feira (22) com o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, e com o Diretor de Biodiversidade, Américo Tunes, para tratar de assuntos referentes à criação de pássaros nativos e exóticos. Na oportunidade, foi protocolado um documento com as reivindicações dos criadores.

O presidente informou que irá avaliar e tomar as providências cabíveis para solucionar as questões apresentadas. O principal pronto reivindicado pelo setor  diz respeito às alterações à Instrução Normativa N° 15. A Instrução dispõe sobre a criação de pássaros nativos. Trennepohl afirmou que a parte técnica da correção da IN15 já foi concluída e aguarda apenas os ajustes jurídicos para a assinatura e publicação. Quanto as anilhas pagas e não entregues foi explicado que o IBAMA não tem mais condições de disponibilizar e que será devolvido o dinheiro aos criadores. As federações ficaram de se reunir para poder se posicionar sobre a questão.
O coordenador da Bancada, deputado Nelson Marquezelli, destacou que é preciso que as alterações sejam feitas de acordo com as solicitações da categoria.
Afirmou que a reunião é uma pequena amostra da força do setor que além de preservar as espécies movimenta toda uma cadeia produtiva gerando milhares de empregos. O parlamentar solicitou agilidade no fechamento das questões jurídicas para a publicação das alterações da Instrução.

O presidente da COBRAP, Aloísio Pacini Tostes, destacou que o apoio dos parlamentares em conjunto com os presidentes de clubes e federações foi fundamental para a concretização desses avanços. No entanto, afirmou que esse é um primeiro passo. “Queremos diferenciar criadores de contrabandistas, somos os maiores interessados e apoiadores contra os crimes ambientais”, enfatiza Aloísio.

Mais de setenta pessoas acompanharam as discussões, estavam presente presidentes de clubes e federações de todo o país. Também compareceram os deputados Valdir Colatto (SC), Moacir Micheletto (PR), Fábio Trad (MS), Sandro Mabel (GO), Carlaile Predrosa (MG) e a deputada Marinha Raupp (RO) e o suplente de deputado Catarino Lima PA . Ainda enviaram representantes os deputados Wellington Fagundes (MT), Luiz Carlos Heinze (RS) e Otávio Leite (RJ), José Carlos Araújo (BA), Davi Alcolumbre (AP) e Helio Santos (MA).

Aves Exóticas 
O presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, assinou a Instrução Normativa (IN) que sistematiza a criação dessas aves exóticas que são, há muito tempo, criadas em todo o território nacional. O desenvolvimento da atividade até então carecia de uma normatização adequada.
Havia uma grande aflição por parte do setor por causa das indefinições sobre a normatização que colocava os criadores numa situação muito vulnerável para as ações de fiscalização que estavam se intensificando ultimamente. O IBAMA agiu com o apoio irrestrito do Bancada Eco Passarinheiro para elaborar o teor da normativa.

Com a IN espera-se que haja um novo ânimo para os criadores que poderão seguir as atividades com tranquilidade. Os deputados ficaram satisfeitos com o desfecho encontrado e manifestaram os votos de sucesso aos criadores que poderão contar com o apoio e o incentivo da Bancada.

THIAGO M. HOOG

Fonte: Blog Passarinheiros

segunda-feira, 21 de março de 2011

Técnicas utilizadas no encarte do canto praia grande clássico.

Muitas técnicas são utilizadas pelos criadores e mantenedores de curió no encarte do canto praia grande clássico. Sabe-se que muitos curiós não encartam 100% do canto praia grande clássico, aprendendo a cantar, porém omitindo algumas notas. Isso ocorre devido a técnica utilizada no encarte, a maneira como o filhote foi criado, ouvindo outros curiós de canto imperfeito ou criado ouvindo o canto de outros pássaros.
Muitos curiozeiros contestam genética em curiós, dizem que é balela, que é um adjetivo para criadores valorizarem seus filhotes de curiós, respeito a opinião de todos, mas no meu ponto de vista, acho genética um fator primordial.
Quando for adquirir um curió, com o intuito de encartar um canto praia grande clássico perfeito, procure adquiri-lo ainda filhote entre 40 dias a 3 meses de idade, de preferência filhote de casal que já tenha obtido bons resultados, que seja descendentes, irmãos ou irmãs de curiós que já tenham se destacado como repetidores.
São várias as técnicas utilizadas no encarte do canto praia grande clássico, há criadores ou mantenedores que utilizam a técnica do travamento, colocam um casal de filhotes na mesma gaiola, usando um aparelho de som para encarte, utilizando o cd de canto praia grande sem repetição, tocando 30 minutos e desligado por 30 minutos, ligando o aparelho através de fotocélula ao amanhecer e desligando ao anoitecer. O objetivo de colocar o casal de filhotes de curiós na mesma gaiola é travar o macho, pois estando junto com a fêmea, ele não irá cantar e conseqüentemente irá prestar mais atenção no canto do cd, assimilando todas as notas. Esse procedimento é feito até a muda de pardo. Após a muda, separa-se o macho e coloca-se em uma gaiola voadeira durante 20 dias para exercitar os sacos áureos e repetir. A fêmea poderá ficar em outro ambiente (chamando ou pialando), não deverá ser mostrada ao macho, substituindo o cd para cd com repetição, ligando ao amanhecer e desligando ao anoitecer, tocando 30 minutos e desligado por 30 minutos. O curió macho, ao ouvir as pialadas e chamadas da fêmea, será motivado a cantar e por em prática o que aprendeu.
Outra técnica utilizada por alguns criadores ou mantenedores, é colocar um cd de canto, ligado em um sistema stéreo, com duas caixas distante uma da outra, sendo que o som toque em uma caixa e responda na outra. Hoje existe a venda aparelhos de encarte com temporizador que dispõe desse recurso, com saídas independentes de som, ou seja, colocando duas caixas distante uma da outra, saindo o som numa caixa e respondendo em outra. O objetivo desta técnica é baseado no aprendizado dos filhotes de curió na natureza, onde os filhotes são expulsos do território do pai, para seu próprio território, onde o filhote aprende o canto ouvindo o pai cantar em uma direção e ouvindo outro curió cantar em outra direção. O curió é um pássaro territorialista por natureza, sendo que cada um vive em uma determinada área, cantando para demarcar seu território e intimidar algum curió que invada o seu território.
Existe uma técnica pouco usada para encartar filhotes, colocando vários filhotes em suas respectivas gaiolas, no mesmo ambiente, sem divisor visual nas gaiolas, onde todos se vêem, tocando o cd de canto. O curió ou curiós com mais fibra, irá se destacar no canto, sendo separados para outros ambientes e continuado o treinamento de encarte, de forma individual. Essa técnica é pouco usada pelo fato de uns curiós se destacarem no canto e os demais ficarem intimidados e com medo e não aprenderem o canto.
A técnica de confinamento visual é muito utilizada por muitos curiozeiros, utilizando capa nas gaiolas ou uma divisória entre as gaiolas, onde um não veja o outro, estando todos no mesmo ambiente, ouvindo o cd de canto, sendo que os filhotes que se destacarem no aprendizado de canto, são separados para outro ambiente, prosseguindo o treinamento de encarte individualmente.
Uma técnica, na minha opinião, mais eficaz no encarte de filhotes de curió é através do uso de cabine acústica (estúdio) ou caixa vedada, utilizando um aparelho com temporizador com boa qualidade de som, ligando às 06:00 horas e desligando as 18:00 horas, tocando 30 minutos e desligado por 30 minutos. Usar um cd “sem repetição” até a muda de pardo e após usar o cd “com repetição”. Todos sabem que os pássaros estão mais dispostos a cantar na parte da manhã, então já que a tarde os curiós estão pouco propensos a cantar, colocar neste horário o filhote na caixa, irá prestar mais atenção no som e assimilar o canto praia e na parte da manhã deixá-lo fora da caixa para praticar o que está aprendendo, utilizando o cd de canto conforme descrito acima. Evitar ao máximo deixar o filhote ouvindo o canto de outros pássaros, deixá-lo na estaca na sala de estar com o cd de canto ligado e com música ou TV ligada, isso irá distrair o curió de se concentrar no som do cd de canto que está tocando e irá atrapalhar o aprendizado.
O curió tem personalidade própria, qualidades e defeitos, manias e costumes igual aos nós seres humanos, sendo que muitos curiós tem mais facilidades para encartar o canto, outros demoram um pouco mais para encartar. Há curiós que aprendem a cantar depois de adultos, os popularmente conhecidos por “cabeça mole”. Conheci um curió chamado “Silverado” de um amigo meu, que até um ano e meio de idade, mal dava umas pialadas, considerando que meu amigo só tinha este curió e empregava a técnica correta no encarte de canto. Certo dia o “Silverado” soltou o canto, se destacando com um canto praia grande perfeito, com um canto cadenciado, com uma bela voz, andamento e balanço.
Todos sabem que é possível o encarte praia grande em um filhote de curió, porém é uma empreitada longa, não se faz um bom curió de um dia para o outro, requer muito esforço, tempo e dedicação do proprietário.
Boa sorte e sucesso no encarte de seu pardo.

Vilson de Souza - Sorocaba-SP
(Autorizado a cópia deste Artigo para Blogs e Sites, desde que seja citado o nome do autor e a fonte).

sábado, 12 de março de 2011

Criação de pássaros em ambiente doméstico - Criar e preservar.

Só existe uma solução para o IBAMA combater o comércio ilegal de pássaros silvestres, incentivar e apoiar a criação doméstica e  a criação comercial de pássaros, pois quanto mais filhotes nascerem, menos pássaros serão capturados e retirados de seu habitat.
Em muitos lares brasileiros se vê pássaros em gaiolas, um costume antigo que nossos antepassados cultuavam com muita paixão e carinho, tendo pássaros silvestres capturados na natureza, tendo em vista que no passado não existia criação de pássaros em ambiente doméstico ou criatório comercial e não existia leis ou órgão do governo que controlasse ou proibisse tal prática. No ano de 1967 foi criado o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF, (hoje atual IBAMA) que passou a coordenar o manejo de passeriformes da fauna silvestre brasileira, em todas as etapas relativas às atividades de criação, reprodução, comercialização, manutenção, treinamento, exposição, transporte, transferências, aquisição, guarda, depósito, utilização e realização de torneios.
Muitas vezes se ouve falar na expressão “criação de pássaros silvestres em cativeiros”, denota para os leigos que “pássaros silvestres” é pássaros capturados em nossas matas e “cativeiro” palavra derivada de cativo, denota aos leigos pássaros em gaiolas submetidos a maus tratos. Para evitar uma interpretação equivocada, a expressão é: “criação de passeriformes em ambiente doméstico”.
Quando adquirimos ou reproduzimos um filhote nascido em ambiente doméstico, assumimos uma grande responsabilidade, todas as necessidades e vontades do pássaro depende de nós, uma missão prazerosa por todos os aficionados por pássaros, dedicando parte do tempo disponível na alimentação balanceada e farta do pássaro, frutas e verduras duas a três vezes por semana, gema de ovo cozida, troca de água diária, limpeza na gaiola uma ou mais vezes durante o dia, banheira com água, banho de sol, manter a gaiola sempre em local livre de intempéries do tempo, exemplo: sol forte, vento forte ou chuva. Sem dúvida, todos os apaixonados por pássaros, os trata como se fosse um filho.
No Brasil, infelizmente, o comércio ilegal de animais e pássaros é muito grande, sendo a terceira atividade com maior produção de dinheiro sujo que se movimenta no país, perdendo somente para o tráfico de drogas e armas.
Muitas ONGs são contrárias a manutenção de pássaros em gaiolas, independente de serem pássaros silvestres ilegais capturados na natureza ou criados em ambientes domésticos ou em criatórios comerciais devidamente legalizados, minando inclusive funcionários do IBAMA a se tornarem ativistas na defesa de suas causas. Muitas pessoas radicais, tem essa linha de pensamento, defendendo a infeliz idéia de que todos os pássaros tem que viver em liberdade, inclusive pássaros legalizados através de criação doméstica ou comercial. Em parte devemos concordar com essas ONGs e pessoas, pássaros silvestres nascidos em nossas matas devem mesmo é viver em liberdade, em seu habitat natural. Porém, o que discordamos em gênero, número e grau, é pássaros nascidos em ambientes domésticos e criatórios comerciais, devidamente legalizados junto ao IBAMA, serem soltos na natureza. Essas ONGs e pessoas radicais chegam até a defender a absurda tese de que o IBAMA proíba que os pássaros sejam criados em ambientes domésticos e criatórios comerciais, por certas espécies terem preços elevados, como bicudos e curiós, e que devido a isso, motiva os traficantes de pássaros a capturar e vender pássaros ilegais por um preço menor. Tese absurda e sem fundamentos, que deve servir de reflexão para pessoas radicais que tem essa linha de pensamento, se pássaros não forem mais criados em ambientes domésticos e criatórios comerciais, os traficantes de animais e pássaros irão capturar e vender pássaros aos montes, aumentando consideravelmente o comércio ilegal e contribuido para a extinção de pássaros, considerando que o brasileiro apaixonado por pássaros, sempre terá pássaros em gaiolas em suas residências, independente de ser anilhados ou não, legalizados ou não.
A tese que toda pessoa de bom senso defende, é de que quanto mais filhotes de pássaros nascerem em ambientes domésticos e criatórios comerciais, menos pássaros silvestres serão capturados e retirados da natureza. Para que isso aconteça realmente, os criadores de pássaros precisam do incentivo e apoio do IBAMA, inclusive de uma revisão urgente na IN 15/2010, principalmente nos Artigos 5º e 9º, que determina que todo criador amador crie 10 filhotes/ano e que não ultrapasse um teto máximo de 30 pássaros em seu plantel. Essa revisão na IN 15/2010 deve determinar  um número maior de filhotes/ano por criador ou, sem utopia, não ter limites no número de filhotes/ano, limitando apenas o número de galadores e matrizes em no máximo 200 pássaros no plantel de cada criador.
Só existe uma solução para o IBAMA combater o comércio ilegal de pássaros silvestres, incentivar e apoiar a criação doméstica e  a criação comercial de pássaros, pois quanto mais filhotes nascerem, menos pássaros serão capturados e retirados de seu habitat natural.

Vilson de Souza - Sorocaba-SP
(Autorizado a cópia deste Artigo para Blogs e Sites, desde que seja citado o nome do autor e a fonte).

domingo, 6 de março de 2011

Praia Grande Clássico, um encarte difícil, mas possível.


O Curió é um pássaro muito cobiçado por muitos passarinheiros, devido ao seu belo e mavioso canto, pela sua beleza, altivez e postura elegante quando está cantando. No Brasil, mais de 120 cantos diferentes foram encontrados, tendo em seu canto um dialeto regional, dependendo da região do país.
Respeitando obviamente os cantos regionais, todos muito lindos e melodiosos, o praia grande clássico é um dos cantos mais belo e apreciado por todos os aficionados por curió. Esse canto teve origem como o nome diz, na litoral Sul do Estado de São Paulo, através da captura na natureza de um Curió no ano de 1955 ou 1956, no Distrito de Ana Dias, município de Itarirí. Esse curió foi batizado com o nome de Ana Dias, em homenagem ao local onde foi capturado, tendo uma bela voz e facilidade no aprendizado de canto. Ao longo de seus três primeiros anos de vida,  o Curió Ana Dias foi absorvendo e assimilando notas de outros curiós, até que ficou com o magnífico canto praia grande. O seu proprietário, o Sr. Water Moretti, em 1985, portanto, dois anos apenas antes do Curió Ana Dias morrer, teve a brilhante idéia de gravar um disco de vinil com seu belo e melodioso Canto Praia Grande. Hoje, praticamente todos os curiós existentes no país com este mavioso canto, devem isto ao Curió Ana Dias e ao Sr. Water.
O curió é um pássaro canoro com um canto muito lindo, porém muito melindroso no encarte de canto, devido a facilidade que tem em assimilar canto de outro pássaros, principalmente se for criado ouvindo canto de azulão, coleiro, canário da terra, canário belga, entre outros, sem falar do famigerado pardal, pássaro comum em todas as cidades brasileiras.
Então, quem quer ter um curió com canto praia grande clássico perfeito, tem que dedicar muita paciência e tempo no encarte, adquirindo o filhote com no máximo três meses de vida, de excelente genética e criá-lo sem ouvir, em hipótese alguma, o canto de outros pássaros. Usar um aparelho de som específico para encarte de canto de pássaros, com temporizador, programado para ligar às 06:00 horas e desligar às 18:00 horas, tocando o CD de canto 30 minutos por 30 minutos desligado. Hoje existe no comércio, aparelhos de som de vários modelos e marcas para encarte de canto de pássaros, todos de excelente qualidade.
Dizem os exagerados que de cada 1.000 filhotes de curiós machos que nascem, apenas 1 aprende um canto praia grande clássico perfeito, devido aos seus proprietários, por falta de conhecimentos ou por desinteresse, não tomam os devidos cuidados no treinamento de canto, criando próximo a outros pássaros, e colocando um aparelho de som sem temporizador, tocando CD de canto o dia todo. Muitos pensam que tocando o CD de canto direto durante o dia, ele irá aprender mais fácil, ledo engano. Veja você, por exemplo, quando chega em uma festa que esteja tocando músicas, no início seu cérebro percebe o som de uma maneira que você presta atenção na melodia e letra da música que está tocando, porém, depois de um determinado tempo, seu cérebro acostuma com o som, desviando o interesse no som para outras coisas visuais, sendo que você continua ouvindo o som, mas não com o mesmo interesse de quando chegou na festa. Exatamente isso acontece no encarte de canto do curió, se você ligar um CD de canto o dia todo, no início ele presta atenção no canto, depois perde o interesse no que está ouvindo. Ao contrário acontece quando o CD de canto toca 30 minutos e fica desligado por 30 minutos. Durante os 30 minutos em que o CD de canto está tocando ele presta atenção e até arrisca acompanhar o canto, emitindo junto algumas notas, sendo que durante os 30 minutos que o CD de canto estiver desligado, ele pratica o que está aprendendo. Considerando ainda que um CD de canto tocando direto o dia todo, irá estressar o pássaro, fazendo com que ele não aprenda a cantar.
Muitas pessoas contestam quando se diz que o curió aprende a cantar quando ainda está no ovo, ouvindo o canto do pai. Faz sentido, pois soube do caso de um curió galador com um canto com defeito ser vendido após galar uma fêmea, a qual fez a postura de dois ovos galados. Dois dias antes dos ovos eclodirem, o proprietário se desfez do curió galador de canto imperfeito e cheio de defeitos, sendo que esse curió foi  vendido e levado para outra cidade e os filhotes, dois machos, nascerem e mesmo sendo criados sozinhos, sem mestre, somente ouvindo o CD de canto, encartaram o canto herdando do pai com os mesmos defeitos e imperfeições que tinha o seu genitor.
Outra coisa também sem uma explicação lógica é filhotes de curió que tem um pai com canto repetidor, de excelente genética, mesmo sendo criado e treinado dentro da técnica, aprender um canto perfeito, porém não são repetidores ou vice versa.
Existe no Brasil uma sub-espécie de curió, caracterizado por um tamanho menor, a cauda um pouco mais curta, o bico um pouco mais fino, e sua plumagem opaca, conhecido como Curió do Norte, cujo nome científico é ORYZOBORUS ANGOLENSIS TORRIDUS. Essa sub-espécie de curió tem pouca apreciação pelos criadores e mantenedores, devido ao seu biótipo físico que  impede de assimilar qualquer canto regional, ou ainda de ser um curió valente o suficiente para participar de torneios de fibra. Por esse motivo, o curió do norte não é reproduzido em ambiente doméstico ou criatório comercial.
O meu primeiro curió, isso a muitos anos atrás, foi um curió do norte, adquiri pardo, vindo da fronteira de Mato Grosso com Tocantins, acredito que tinha uns 6 meses de idade quando adquiri, tendo em vista o tempo que demorou para fazer a muda de pardo prá preto. Dizem que para encartar o canto praia grande em um curió é um grande desafio, e prá quem gosta de desafios é um prato cheio. Eu encarei esse desafio, porém fui vencido por esse curió do norte, criei ele dentro da técnica, me dedicando ao máximo no encarte de canto durante dois anos, confesso, não consegui. Não teve jeito, o curió do norte aprendeu uma espécie de churria, semelhante ao canto de um pintassilgo, só que bem baixinho, quase nem dava prá ouvir. Então, a conclusão que tirei é que o único curió que não encarta canto é a sub-espécie chamada de  "curió do norte: ORYZOBORUS ANGOLENSIS TORRIDUS". Seria como ensinar uma sub-espécie de papagaio chamada popularmente de tiriva, a falar igual um papagaio, com certeza nunca vai aprender a falar.
Então, aficionados por curió e apreciadores do canto praia grande clássico, mãos-a-obra, vamos encarar esse desafio, ensinar o canto perfeito ao filhote de curió. Dentro do possível, tudo é possível quando se tem determinação, boa vontade e persistência. Usando a técnica é possível encartar o canto praia grande clássico em um filhote de curió. Há curiós que tem mais facilidade no encarte de canto e aprendem o dialeto mais rápido, outros demoram um pouco mais, mas se o proprietário do curió se dedicar de corpo e alma, com certeza irá encartar o canto desejado em seu curió, daí verá que não foi tempo perdido e quando  ver seu curió com uma bela plumagem sedosa e brilhante e ouvir aquele canto perfeito, belo e melodioso, comparado aos acordes de um violino, verá que tudo valeu a pena. 

Vilson de Souza - Sorocaba-SP
(Autorizado a cópia deste Artigo para Blogs e Sites, desde que seja citado o nome do autor e a fonte).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Criação de Bicudos e Curiós contribuem com a preservação das espécies.

Os Curiós e os Bicudos sempre foram pássaros muito cobiçados, devido aos seus vários predicados, tais como: o belo e melodioso canto, a altivez e a postura elegante.
Bicudos e Curiós são aves de origem silvestre, existentes na América. No Brasil, houve a dizimação dessas espécies em habitat natural, à exceção da Amazônia, onde ainda há curiós em abundância.  São muito dependentes das condições naturais de seu habitat, notadamente o Bicudo, da existência de água despoluída, de capim navalha (tiririca), de veredas (pindaívas), de grandes alagados e de toda uma vegetação adequada. Isso tudo é o mínimo necessário ao processo de vida natural desses pássaros.

Por isso, esses pássaros nunca foram encontrados por aí, como outras aves que se adaptam com facilidade em qualquer ambiente, mesmo degradado ou modificado, a exemplo do Sabiá, Canário-da-terra, Coleiro, dentre outros.
A caça predatória e a destruição do habitat natural são fatores que atuam na diminuição da população desses espécimes de pássaros. Com a criação doméstica e comercial surge como um recurso simples e viável para não deixar perder esse patrimônio genético, evitando a extinção.
Os Curiós e os Bicudos sempre foram pássaros muito cobiçados, por causa de seus vários predicados: fácil adaptação aos ambientes domésticos, muita valentia, disposição para cantar, grandes diferenças individuais, capacidade de repetir e de aprender o melhor e mais bonito canto. Tudo isso os transformou em aves economicamente muito valorizadas.

A caça predatória e a destruição do habitat natural são dois fatores primordiais que atuam de maneira progressiva e irreversível na diminuição da população desses espécimes. Esses fatores sinalizam a real possibilidade de extinção, pois, em liberdade, já não são muito freqüentes. A única solução encontrada, hoje em dia, para desacelerar esse processo, foi a criação racional em ambiente doméstico e criatório comercial. Especialmente, daquelas espécies de aves que, de alguma maneira, despertam interesse, seja pelo canto, porte ou valentia, como é o caso de Curiós e Bicudos.




Até a década de 1970, existiam vastas populações em quase todo o território brasileiro, os exemplares mantidos pelos aficionados eram capturados na natureza e ninguém se importava com isso. A partir daquela época, iniciou-se uma crescente conscientização dos amantes desses pássaros para o perigo de extinção. Além do mais, naquele momento, começava a vigorar a Lei 5.197, que tratava da Proteção à Fauna. O impacto estava criado, novo pensamento, novas formas de encarar essa realidade, a situação era gravíssima, não havia saída. Iniciaram-se de forma lenta os trabalhos de reprodução doméstica que, aos poucos, a partir da década de 1980, tomaram impulso para, nos anos 90, alastrar-se para todo o Brasil, e de forma crescente.

Hoje, pode-se dizer que há cadastrado no Sispass/Ibama mais de 200 mil Criadores Amadoristas e milhares de criadores comerciais de passeriformes, dos quais muitos  se dedicam exclusivamente na criação de Bicudos e  Curiós de forma a livrá-los da extinção. Separa-se a criação de cunho amadorista, que é controlada pelo IBAMA, por meio do SISPASS, e a outra, a atividade comercial, que produz os pássaros em larga escala para atender a toda a demanda. O que muito ajuda é a longevidade dos pássaros que podem reproduzir por até a idade de trinta anos, especialmente, os machos. As fêmeas de até 20 anos também produzem ou podem tratar de filhotes.
A criação doméstica surge como um recurso simples e viável para não deixar perder esse patrimônio genético.
Em suma, a criação doméstica surge como um recurso simples e viável que os ornitófilos e interessados em geral tem à mão para não deixar perder esse patrimônio genético, e também contribuir com possíveis projetos de repovoamento em áreas indicadas.
Como em qualquer criação de passeriformes, o que irá ditar o sucesso de um criador é sua capacidade técnica. Não adianta adquirir excelentes matrizes, se o criador não as mantiver de maneira adequada, seguindo o manejo correto. É nessa perspectiva que o trabalho de criação de passeriformes, com finalidade econômica, está se tornando uma atividade cada vez mais difundida no Brasil.

Fonte:  www.cpt.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

O canto dos pássaros. Porque os pássaros cantam.

Os naturalistas reforçam a idéia de que as aves cantam por causa de seu bom estado de ânimo. Resultado difícil conciliar uma interpretação excessivamente sentimental do canto das aves. Ao cantar, uma ave está consumindo tempo e energia, que poderiam servir para buscar alimentos, ao mesmo tempo em que anunciam sua presença aos predadores. As aves teriam deixado de cantar a muito tempo se o valor de sobrevivência desta manifestação sonora não superasse os perigos que enfrenta.
O canto é tão somente um dos elementos do vocabulário das aves. Aliás, cada espécie possui seus próprios gritos: mais de uma dezena de sons diferentes em muitas espécies, cada um com seu significado.
Às vezes é difícil estabelecer os limites preciosos entre o canto e o chamado. Porém o canto está relacionado principalmente com a defesa do território ou com a atração de um companheiro, enquanto o objetivo do chamado consiste em transmitir outros tipos de informações, como, por exemplo, avisar a aproximação de um predador. Os cantos tendem a ser um complicado arranjo de notas, emitidas de um modo rítmico, a maioria das vezes pelo macho. Os chamados consistem em um grupo de solos curtos de quatro ou cinco notas, menos agradáveis pelo menos ao ouvido humano.
Uma ave é capaz de transmitir muitos dados com os sons que articula, pode indicar sua espécie, sexo, identidade individual e inclusive sua condição. Pode desencadear excitação sexual, curiosidade, desassossego ou temor à outra ave. Por meio desses sons pode também atrair um semelhante ou afugentar um rival. Aliás, pode transmitir notícias: onde se encontram alimentos e onde tem um lugar para aninhar.
Também pode avisar aos demais a presença de um predador. Porém, quando canta, uma mensagem habitual que transmite a ave é a proclamação de seu território.
Ao iniciar a época da criação, existem dois instintos que dão forma a vida de muitas aves; o de estabelecer um território e o de buscar um semelhante. O canto, em seu caráter de idioma que transmite informação de uma ave a outra, faz possível o objetivo.
A maioria das espécies que canta pode distinguir-se uma da outra pelo canto e de fato, isto constitui uma função vital do mesmo. Com o tempo, o canto de uma ave revela o sexo a que pertence (geralmente se trata de machos); O canto se interpreta de modo distinto, segundo o sexo do ouvinte. Assim, o mesmo churriar das fêmeas solitárias e recusam os machos intrusos. Porém o canto de uma ave proporciona detalhes mais sutis mediante variações imperceptíveis na tonalidade, ritmo e repertório, pode expressar também a identidade individual da ave. Os cantos territoriais são avisos de longo alcance de uma ave para outra. Devem ser fortes e claros para terem eficácia e desde então, suficientemente intensos como para demarcarem as alas dos territórios.
Por regra geral, quanto menos chamativa é a plumagem de uma ave, mais sonoro é seu canto. As aves que vivem e procriam em terrenos com vegetação densa/espessa, tende a cantar com mais energia, força do que as que habitam em zonas abertas. Levando em conta o tamanho da ave, o canto resulta em um coro incrível e penetrante, porém o coro, que defende um território ou uma área, tem que se fazer ouvir com competência por muitas outras aves que vivem nos bosques densos.
O canto também deve ser suficientemente persistente para surtir efeito.
Numerosas espécies elegem pontos do canto em lugares elevados das árvores, para assegurar de que seu canto abranja as zonas mais amplas possíveis. Outros adotam um efeito visual descrevendo trajetórias no ar. Os cantos em vôo são especialmente, características das aves terrestres que criam em terrenos abertos e sem árvores.
É muito raro que as aves rivais recuam o combate físico, visto que o risco de produzir autênticas lesões é grande para que represente um modo prático de solucionar um problema. No lugar disto, vão desenvolvendo uns modos de comportamento com os quais obtém resultados sem se exporem a muitos perigos. Seus cantos territoriais e suas complicadas exibições intimidam, constituem batalhas de nervos e cada ave alivia a tensão acumulada por meio de impulsos contraditórios: o impulso da luta e o impulso da fuga. Um filhote que se introduz no terreno alheio procura fazer o menos ruído possível. Se o proprietário do território o ouve, é mais provável que cante com uma intensidade especial e o expulsa imediatamente de seu próprio terreno, se não é assim, apóiam o canto com posturas agressivas. A continuação pode ser perseguição e se todos decidem, as aves chegam à luta.
A ave que canta em defesa de seu território presta uma cuidadosa atenção aos cantos das outras que defendem a família. O filhote, por exemplo, se detêm em casa frase de seu canto, permitindo assim, que seus rivais "contestem". Mediante os "duelos" de cantos que mantêm com seus vizinhos (semelhantes), a ave conhece o local onde encontram seus rivais, se tem alguma probabilidade que o maltrate ou se pode tranqüilamente ignora-los.
O canto das aves está intimamente ligado às estações do ano, apesar de algumas delas poderem cantar em quaisquer épocas do ano, nunca cantam tanto como na primavera, quando estabelecem seus territórios. Ao se aproximar o verão e iniciar o acasalamento e a construção de seus ninhos, a postura, a incubação e a cria de seus filhotes, os cantos de muitas espécies se tornam mais intermitentes, tímidos ou inclusive cessar por um tempo. O canto da primavera surge como resposta às modificações que os hormônios provocam no organismo da ave, particularmente o aumento do tamanho de seus órgãos reprodutores, que se deve a maior número de horas de luz. No inverno, a maioria das aves emudecem, em geral a chuva e o mau tempo tendem a inibir o canto.
No ciclo diário, igual ao estacional, a luz é o fator principal que influencia no canto. O trânsito da noite para o dia produz o mesmo efeito no canto que a passagem do inverno para o verão. É durante o amanhecer que as aves cantam mais do que qualquer outro momento do dia. Não é fácil apresentar uma razão biológica para isto, até que existe alguma vantagem em que todas as aves cantem ao mesmo tempo, é que dessa maneira cada uma se intera do que está acontecendo em seus arredores e onde se encontram seus rivais.
As aves também empregam o que podemos denominar "avisos e chamados". A maioria das aves vive em perigo constante de ser abatidas por seus predadores. Não nos surpreende, portanto, que em sua linguagem estão incluídas um sistema de alarme eficaz contra os predadores. A primeira ave que detecta um perigo faz soar o alarme de que põe sobre aviso todas as outras que podem ouvir.
O perigo que pode proceder do ar ou do solo e muitas aves, adotam gritos de alarme que distinguem ameaças. Os alarmes que chamam a atenção sobre os predadores aéreos devem ser breves e agudas e constituem um tipo de som difícil de localizar. As aves ouvem este alarme e se dispersam, prevenindo-se do perigo. Porém, o chamado de alarme para e opor ao predador terrestre, contém pistas referentes à localização da ave e do predador. Apesar do canto de cada espécie ser sempre muito distinto para que não surjam confusões, seus gritos de alarme soam sempre muito parecidos. A ave que primeiro detecta um homem avisa sozinha as aves de sua espécie, destinando a todas as demais para que possam ouvir. As aves geralmente herdam de seus progenitores um vocabulário completo de cantos e notas de chamadas.
Outras aves possuem a mesma habilidade inata para interpretar os cantos característicos de sua espécie com perfeição, salvo alguns detalhes. Nestes casos, a aprendizagem completa da tarefa começa, pelo instinto. A primeira vez que as aves jovens estabelecem um território, seu canto geralmente é incompleto, porém logo começa a imitar os outros machos que cantam ao seu redor. A aprendizagem por imitação é um dos grandes mistérios do comportamento das aves. Muitas delas incorporam, a seu canto, notas de outras e incluem seus próprios sons produzidos por objetos inanimados.

Escrito por:
José Luis Oliveira / Adriana Gomes Oliveira

Fonte: www.criadourocuritiba.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pássaros silvestres - Aquisição legal.

Os pássaros silvestres são protegidos pela legislação brasileira, ficando o infrator sujeito à Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 (Crimes Ambientais). A posse de pássaros da fauna brasileira e de pássaros exóticos é possível desde que oriunda de criadouros autorizados pelo IBAMA e com a devida documentação de origem. Deste modo, os proprietários de pássaros silvestres de origem não comprovada estão sujeitos às penalidades da Lei.
A conservação da fauna e flora brasileira deve ser uma preocupação de toda a sociedade, principalmente daqueles que desejam adquirir ou manter um pássaro silvestre em ambiente domiciliar. Mas, para um cidadão promover a aquisição de um animal da fauna nacional, deverá seguir os parâmetros designados na legislação.
Sendo assim, nunca devem ser adquiridos pássaros silvestres originários do tráfico ou de origem não documentada, pois, tal possibilidade incentiva a retirada de filhotes e mesmo pássaros adultos da natureza, além, é claro, de implicar em penalidades, determinadas pela Lei dos Crimes Ambientais.
Vejamos o exemplo abaixo para ilustrar o presente texto, em relação aos possíveis crimes e penalidades impostas pela Lei, àqueles que vierem a praticá-lo contra os animais silvestres. Desta forma, a Lei nº 9.605/1998, em seu Capítulo V, trata dos Crimes contra o Meio Ambiente, na Seção I - Dos Crimes contra a Fauna, em seu artigo 29, assim dispõe:
Art 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
Portanto, resta evidente que, aquele que praticar qualquer das situações previstas no artigo legal acima apontado, responderá por crime contra o ambiente, podendo vir a sofrer condenação com a detenção em estabelecimento carcerário e também a multa.
Podemos também destacar o Decreto 3.179/ 1999, que nos traz ainda outras sanções aplicáveis às infrações contra a fauna silvestre, entre os quais, a aplicação de multa, conforme podemos verificar no artigo 11:
Art. 11. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Multa de R$ 500,00 (quinhentos reais), por unidade com acréscimo por exemplar excedente de:
I - R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I do Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção - CITES; e
II - R$ 3.000,00 (três mil reais), por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.

Parece-nos óbvio que, as legislações referentes aos crimes de natureza ambiental, no que tange aos animais da fauna brasileira, em destaque, os pássaros silvestres, buscam evitar o comércio ilegal destas aves, com a finalidade maior de proteção a nossa fauna, cuja preservação deve ser sempre a meta de toda a sociedade. Assim, sabemos que existem em nosso país diversos criadores conscientes de que, somente através da legalidade na obtenção dos pássaros silvestres, estarão colaborando efetivamente para a manutenção das espécies e conseqüentemente preservando nossa história para as futuras gerações.

Escrito Por: 
Maria Claudia Jonas Fernandes
profissão: Advogada e Professora Universitária.
Advogada, especialista em Direito Empresarial. Professora nos cursos de Direito e Ciência da Computação da FAJ em Jaguariúna-SP e nos cursos de Administração de Empresas e Ciências Contábeis da POLICAMP em Campinas, SP.

Fonte: Clube do Criador
**************************************************************
Instruções de como colocar a anilha em um filhote de pássaro.
VEJA O VIDEO ABAIXO:
Clique PAUSE ou STOP no Audio do Canto Praia Grande Clássico (ACIMA - NO INÍCIO DA PÁGINA) para assistir o Video.