sexta-feira, 22 de abril de 2011

Curió raça "Canarinho"


Olá amigos, muito já se ouviu falar de curiós descendentes da linhagem "Canarinho". Eu particularmente nunca tive curiós dessa raça, porém ouvi muitos amigos curiozeiros comentarem sobre esse fabuloso curió raçador, que deixou muitos descendentes repetidores com canto praia grande clássico.
Abaixo, um relato de Cleuber de Oliveira, sobre o Curió Canarinho.

O Editor

Sempre um criador de curió tem um sonho de ter um bom pássaro desta ou daquela linhagem. Comigo não foi diferente e a raça canarinho foi o motivo.
Em conversa no torneio de Araçatuba-SP em 2007, com o Silvio de Ourinhos-SP, ficamos sabendo toda a historia desta magnífica raça. Este muito amigo do Osvaldo Delatorre de Avaré-SP, pegou como empréstimo o Batutinha para criação, pois este era um ótimo filho do Batuta, campeão brasileiro clássico e tido por alguns, como um dos melhores curiós de todos os tempos. Com o batutinha e uma fêmea filha do Presidente, a Maracaí teve uma ninhada de dois machos e uma fêmea. A estes machos se não me engano, foi dado o nome de pirulito, ou apito (o Canarinho) e o outro Tubarão, que encartou perfeitamente no praia grande clássico e com muita repetição. Este outro, que não cantava, só gritava irritava muito o Silvio, ao ponto de ele colocá-lo com duas fêmeas em uma mesma gaiola e ainda em um guarda roupa escuro e ainda assim não havia como pará-lo.
Nas reuniões de domingo em Ourinho-SP, onde todos criadores de curió se reuniam, todos brincavam a muito tempo, quando o Valdir ia voltar a criar, e este sempre retribuia a brincadeira, dizendo que somente no dia que ele ganhar um curió.
 Não deu  outra, em um destes domingos, quando brincaram com ele, o Silvio logo bateu o martelo e disse: Acabou de Ganhar um curió.
O Valdir, ao que consta, recebeu bem o presente, e apesar dos gritos do canarinho ficou com ele e adquiriu umas fêmeas para criar com o próprio.
Já como propriedade do Valdir, ficou na casa do seu irmão, e para piorar, após o convivio com canários belga, pegou parte do canto destes, dai o motivo do seu nome "Curió Canarinho".
Todo mundo brincava com o Valdir, e este sempre sorria, e até estava feliz com o presente. Quando Canarinho ficou preto, após cruzar com três fêmeas a surpresa:
Todos os filhos vieram muito repetidores e encartados. Surgiu então uma nova raça, a raça de repetição e aprendizado.
O seu irmão, Tubarão, manteve também a mesma característica, a passagem de repetição e encartamento aos descendentes, tanto que não se costuma separar a raça tubarão da canarinho, tudo é chamado de Canarinho.
São pássaros até valentes, muitos dão retorno, e grande parte dos descendentes tem algumas penas avermelhadas nas asas.
Os netos e bisnetos dos canarinhos repetem bastante, salvo raras exceções. Dentre as cruzas principais que dão mais resultados, destacam-se as linhagens de voz como Xodó e Soberano, também Miramar. Uma nova proposta é com a linhagem Dominique, que também mostra ótimos resultados, mas no geral, o resultado é bom com qualquer linhagem.
Muitos criadores estão introduzindo em seus planteis esta raça, não apenas pela repetição, mas pela facilidade de encartamento.
Com fêmeas da raça Beira Rio (Soberano 306 e Estrela 011) apresenta filhos de cores diferentes da preta, alguns exemplos de resultados:
O campeão do torneio dos campeões "Maringá", é neto do Canarinho com fêmea da raça Soberano.
O Canarinho do Gilson de Cascavel-PR é o pai deste.
No Criatório Alta Genética em Bauru-SP, tem um galador muito repetidor, também Canarinho com Soberano.
Em Barretos-SP, o maior repetidor é o Canarinho Neto, Canarinho filho com fêmea da raça do Guga, passa cantadas de até 2:40 minutos.
O Curió Kojak do Criatório Barretos passa a média de 20 ou mais samaritás = 41 cantos e tem um irmão próprio  que chega a 3 minutos de repetição, e muitos outros...
Estou contente com o meu, e espero que você um dia tenha um.

Abraços

Cleuber Oliveira - Barretos-SP

Fonte: praiaclassico.nireblog.com

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